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Pequenas vinícolas se unem para enfrentar a concorrência.

Fontes de Referência

 

- Sebrae

- Gazeta Mercantil

- OESP

- Revista Exame

- Revista Venda Mais



Responsáveis por uma das atividades mais charmosas da economia do Rio Grande do Sul, as pequenas vinícolas da Serra Gaúcha assistiram inertes, no início da década, à invasão dos importados no mercado nacional. Agora, tentam recuperar o espaço perdido. Organizados em associações, pequenos produtores de vinho estão conseguindo reduzir custos e diversificar a produção, para ganhar fôlego na disputa com as grandes vinícolas e os importados.


Em Flores da Cunha (RS), cidade em que prevalece a produção artesanal e familiar de vinho, um grupo de 16 empresas criou a Associação Gaúcha de Engarrafadores de Vinhos (Agevin). Há um ano, a organização funciona como uma espécie de central de compras para auxiliar os produtores, que têm pouco poder de fogo no mercado, a obter produtos como garrafas ou barris a preços melhores do que conseguiriam se negociassem sozinhos. Segundo o presidente da Agevin, Neimar Godinho, a associação já negociou com fornecedores preços de rolhas, caixas e garrafas, chegando à redução de 10% no custo final do produto.


A diretora-comercial da vinícola União Vinhos do Rio Grande, Cristiane Passarin, estima que a economia nos custos de produção tenha sido de 20%, após as negociações conjuntas. “Como estratégia, repassei essa margem para o preço do produto, aumentando o volume de vendas”, conta ela, que administra a vinícola da família, em atividade desde 1946.


A menor chance de barganhar na compra de insumos é um dos principais entraves para a competitividade das pequenas vinícolas, avalia o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, José Fernando da Silva Protas. Isso ocorre porque elas compram em quantidades muito pequenas, se comparadas com as grandes produtoras do País. “Enxugar custos pode ser uma forma de tentar fazer frente à pressão dos importados”.


Dados da Embrapa Uva e Vinho mostram que, em 2001, 52% dos vinhos finos consumidos no Brasil eram importados. Cinco anos depois, o importado avançou mais ainda, chegando a 68% das vendas.


Nesse novo cenário, a união de forças é uma saída para os pequenos produtores. Somente no Rio Grande do Sul, que concentra 90% da produção nacional de vinhos, já existem 17 organizações de pequenos produtores empenhados em recuperar espaço no mercado brasileiro.

 

(O Estado de S. Paulo de 28/08/2007)

Comentários Nível 10

O preço de venda é definido pelo mercado, já os custos de produção e de operação podem e devem ser controlados pela própria empresa. Uma das estratégias que poderá tornar a empresa competitiva é o controle eficiente destes custos.

A depender do mercado em que se está inserido, seu nível de competição e o tamanho da empresa, associar-se a outros concorrentes pode ser uma saída inteligente para aumentar o poder de barganha junto aos fornecedores e poder competir com os grandes concorrentes.

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