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Padarias usam a criatividade para recuperar mercado.

Fontes de Referência

 

Sebrae

Gazeta Mercantil

OESP

Revista Exame

Revista Venda Mais

O setor de panificação passou por uma silenciosa revolução nos últimos dez anos. Além de mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros, as padarias passaram a enfrentar a concorrência dos supermercados, que entraram com força nesse mercado abrindo lojas de bairros e oferecendo pães a preços mais baixos. Mas de 13 mil pequenas padarias fecharam as portas entre 1995 e 2000.


Essas mudanças fizeram surgir um novo modelo de negócio, responsável pelo crescimento de 6,9% nas vendas do setor no ano passado. “A quebradeira fez as padarias perceberem que tinham de mudar”, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação (Abip), Alexandre Pereira Silva.


Diversificar os serviços
, investir no visual das lojas e em produtos para públicos específicos foram as apostas do pequeno empresário da panificação para reconquistar o freguês.


A Pão do Parque, microempresa familiar que atua a três décadas
em São Paulo, percebeu, há 10 anos, que precisava mudar. “A concorrência nos fez ver que não podíamos ficar para trás nas novidades”, conta Fabiana Casselhas, que administra a padaria do pai, Rubens, com dois irmãos.


O primeiro passo foi informatizar e reformar a loja. Depois, oferecer novos serviços, como cestas de minipães para eventos e organização de cofee breaks. O faturamento subiu 40% após as mudanças.

Há seis meses, a família Casselhas resolveu inovar mais uma vez, criando o pão francês light e funcional (com fibras que facilitam a digestão). “Produtos saudáveis são uma tendência em todo o setor de alimentos”, diz Fabiana. As vendas cresceram 7% desde o lançamento. “Pessoas que não comiam pãozinho por causa das calorias passaram a comprar.”


Para Renato de Andrade, consultor do Sebrae-SP, a segmentação é uma boa escolha para o pequeno empresário. Segundo ele, o setor de panificação, onde as pequenas e microempresas formam 95% do total, tem características bastante peculiares. “É difícil formar um preço de venda compensador porque a margem de lucro do pão é muito reduzida”.


Isso explicaria a opção dos pequenos por nichos de mercado. Na avaliação de Andrade, há ainda outros segmentos de consumo promissores, porém pouco explorados, como o de produtos especiais para quem mora sozinho e para a população idosa.

 

(O Estado de S. Paulo de 08/05/2007)


Comentários Nível 10

O empresário deve estar sempre muito atento às mudanças culturais, populacionais e econômicas pelas quais o país atravessa e analisar de que maneira estas mudanças podem incrementar seu negócio.

            O aumento da população idosa, pessoas morando sozinhas, casais sem filhos, o encasulamento (ficar mais em casa) e o aumento da renda da classe C, são algumas dessas mudanças.

            A Nestlé, por exemplo, passou a produzir biscoitos em embalagens menores e com preços de venda mais baixos, com o objetivo de aproveitar o aumento do consumo de supérfluos pela classe C.

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