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Sucesso: preparo é o ponto-chave.

 

Fontes de Referência

 

- Sebrae

- Gazeta Mercantil

- OESP

- Revista Exame

- Revista Venda Mais

Um ponto-chave para a profissionalização da gestão de uma empresa familiar é a preparação da sucessão do comando do empreendimento.

Essa é a opinião do consultor especializado em empresas familiares Domingos Ricca. “Se ela não for bem preparada, será traumática”.

“E não existe processo de profissionalização sem o fundador da empresa”, aponta Ricca, para quem ele carrega todo o conhecimento, a cultura e os valores da empresa.


Mas antes de tudo, é preciso saber se os filhos realmente querem seguir os caminhos do pai e fazer parte dos quadros da empresa.  Definindo que haja interesse, começa um processo gradativo, que leva cerca de três anos, em que o proprietário irá acompanhar, orientar e cobrar desempenho do futuro sucessor em diferentes setores da empresa.


“Ele deve chegar ao cargo de chefia não como filho do dono
, mas tendo o respeito das pessoas que trabalham com ele”, diz Ricca. Nesse processo, o papel do consultor é de mediador, para amenizar possíveis conflitos.

 

(O Estado de S. Paulo de 01/04/2007)

 

Curso italiano prepara herdeiros para assumir negócios da família

 

Ao invés de curtir a “dolce vita”, um grupo de cerca de 20 jovens herdeiros italianos escolheu o caminho mais difícil: uma vez por semana eles freqüentam um curso para assumir as empresas da família, criado pela Universidade Bocconi – a principal escola de administração de empresas do país.


Durante o curso Family Business – que custa 3.600 euros, mas oferece desconto para membros da mesma família – os jovens trocam experiências sobre os seus problemas e discutem as soluções.


“Eles chegam aqui pensando ser os únicos com questões difíceis e originais para resolver”, explicou o professor Guido Corbetta, da Escola de Direção de Empresas (SDA em italiano) da Universidade Bocconi.


A mais complicada e comum delas é o choque de gerações, com as diferentes visões empresariais – o conservadorismo de um lado e o excesso de ousadia do outro podem decretar a morte de uma empresa, explica Corbetta.


Os estudantes expõem seus problemas como se estivessem em uma terapia de grupo, e todos se ajudam buscando soluções.


Nas aulas, os alunos se convencem de que repetir o modelo vitorioso de administração de gerações anteriores é quase sempre um erro grave, mas por outro lado aprendem que o patrimônio histórico deve ser valorizado. Os jovens herdeiros aprendem a equilibrar e combinar a tradição com a inovação.


Durante o curso, os participantes tomam conhecimento de reestruturações exemplares como a da Fiat e da brasileira Sadia.


Na Itália, um terço das empresas familiares de capital fechado que são colocadas à venda, o fazem por conta de problemas graves de sucessão, muitas vezes com conflito de gerações entre pais e filhos.


Os outros dois terços são vendidos por causa de investimentos errados, má administração ou, simplesmente, a extinção do seu mercado.

 

(O Estado de S. Paulo Online 06/03/2008)
 

Comentários Nível 10

Antever as crises nem sempre exige bola de cristal, muitas delas são previsíveis e seus efeitos podem ser minimizados a depender da habilidade do próprio gestor.

A sucessão em empresas familiares, seja em pequenos negócios ou em grandes corporações, normalmente é difícil, dolorosa e pode até por fim ao negócio.

            Planejar com antecedência, discutir com os herdeiros o interesse em assumir a gestão do negócio e prepará-los para tal função são algumas medidas simples e eficazes.
            É importante lembrar que, conforme o artigo acima, o sucessor deve chegar à chefia não como filho do dono, mas por ter capacidade e competência para tal.

           

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